A História do Juquinha: Quem foi Juquinha, o Guardião da Serra do Cipó?

Adentre um mundo mágico e encantador, onde a beleza da natureza se mistura com lendas e mistérios, na esplêndida região da Serra do Cipó. Neste cenário paradisíaco, cercado por exuberantes paisagens e fauna exótica, reside uma história cativante que tem conquistado corações ao longo dos tempos: a história de Juquinha, o guardião da Serra do Cipó.

Nas páginas deste relato, desvendaremos os segredos que permeiam a vida deste ser extraordinário, cuja lenda é entrelaçada com as belezas e enigmas desse lugar abençoado pela natureza. Juquinha é reverenciado por muitos como um protetor zeloso das terras que compõem a Serra do Cipó, e seu legado é transmitido de geração em geração, mantendo viva a conexão entre a humanidade e a natureza selvagem.

A jornada de Juquinha começou há séculos atrás, quando lendas e mitos davam origem a narrativas fascinantes. Por entre trilhas sinuosas e cachoeiras majestosas, desvendaremos os momentos que moldaram a trajetória desse ser misterioso, que se tornou um símbolo da harmonia entre homem e ambiente natural.

Sua presença é sentida em cada árvore milenar, em cada correnteza cristalina e em cada criatura que habita esse ecossistema único. Sua sabedoria ancestral é entrelaçada com a magia da Serra do Cipó, e acredita-se que ele possua o conhecimento das plantas medicinais e dos segredos escondidos nas entranhas da terra.

Prepare-se para mergulhar em um universo de folclore e aventuras, onde as histórias se misturam com a realidade, e onde cada canto da Serra do Cipó guarda um enigma a ser desvendado. Acompanhe-nos nesta viagem emocionante através do passado e do presente, em busca da essência de Juquinha, o protetor incansável das riquezas naturais desta região abençoada.

Na Pousada Flor de Lótus, refúgio acolhedor situado em meio a essa exuberância natural, convidamos você a desbravar os mistérios da Serra do Cipó e a se encantar com a história singular de Juquinha. Navegue conosco por entre as páginas deste conto inesquecível, onde a magia da natureza encontra-se com a alma de um guardião lendário.

Aventure-se! A descoberta aguarda por você neste paraíso de biodiversidade e encantamento, onde o passado e o presente se unem numa dança emocionante e onde Juquinha continua a ser reverenciado como o eterno protetor da Serra do Cipó.

Simples, alegre, sorridente, lendário e até enigmático. Este é o Juquinha da Serra do Cipó. Se não é o mais famoso, é um dos mais famosos personagens populares de Minas Gerais. Juquinha era tão cativante que foi imortalizado em duas estátuas, pela sua história de vida e amor pela Serra do Cipó. Imortalizado também no coração de quem o conheceu e mesmo pelas novas gerações, que se encantam com as histórias da vida do Juquinha. 

José Patrício, esse era o seu nome. Juquinha era o apelido carinhoso e ele gostava de ser chamado assim. De origem bem humilde, vivia nas montanhas com seus dois irmãos. Sobrevivia colhendo flores que dava aos turistas em troca de roupas e comida. As vezes recebia moedas e sempre agradecia, tirando o chapéu e sorrindo para as pessoas. Era esse jeito simples que cativava as pessoas, tornando-o muito querido na região. 

Seu estilo vida isolado entre as montanhas, criava em torno de si lendas e histórias muitas das vezes exageradas. Uns diziam que ele já mamou em loba e que comia escorpiões. Falavam ainda que era imune a veneno de cobras, tendo sido picados dezenas de vezes e nada acontecido. Até sua idade era motivo de lenda. Muitos diziam que ele tinha mais de cem anos e que morreu duas vezes. Morreu uma vez e ressuscitou.

Numa noite, seu irmão o encontrou deitado, com o corpo inerte e bem rígido. Seu irmão não sentiu pulsação e nem batimentos cardíacos, concluindo que o Juquinha estava morto. Prepararam o velório e com muita tristeza lá estava o povo, triste com a notícia, até que o Juquinha se levanta do caixão, deixando todos assustados e perplexos. Juquinha sofria de catalepsia, quando em crise a doença provoca enrijecimento dos músculos do corpo, dando a impressão de que a pessoa está morta. Naquela época o conhecimento sobre essa doença era mais restrita aos círculos médicos. O povo não entendia essas questões médicas e acreditava mesmo que ele tinha morrido e ressuscitado. Esse fato gerou mais lendas ainda sobre o Juquinha. Muita gente acreditava ser o misterioso ermitão da Serra do Cipó um ser imortal, enviado pelos deuses ou até mesmo um Extra-terrestre que veio para cá.

Sua vida foi cercada de mistérios e lendas, sua morte também. Faleceu em 1983, mas ninguém sabe informar com precisão o dia exato e nem sua idade verdadeira. Nem mesmo os parentes souberam dizer. 

Mesmo após sua morte, o velho Juquinha deixou saudades. Era a alegria da Serra do Cipó e seu sorriso e simplicidade encantava a todos. Em 1987 os prefeitos de Morro do Pilar e Conceição do Mato Dentro encomendaram junto a artista plástica Virgínia Ferreira uma estátua do Juquinha. Assim foi feito e a estátua foi instalada numa parte alta da Serra do Cipó a 1 km da portaria da Capivara. Quem passa pela estrada, pode vê-la no horizonte, como podem ver na foto acima que eu fotografei de dentro do ônibus, na MG 010.

Posteriormente, foi construída outra estátua do Juquinha na Rodovia MG 010, km 117, em Santana do Riacho, onde Juquinha é retratado na sua simplicidade, com flores nas mãos, dando boas vindas aos visitantes da Serra do Cipó. 

Via: https://www.conhecaminas.com/2020/02/juquinha-o-guardiao-da-serra-do-cipo.html